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O futebol é incrível! Qual fã do esporte não se arrepiou ou até mesmo chorou com os jogos das semifinais da Champions League que aconteceram essa semana? Foram duas viradas inacreditáveis no maior torneio de clubes do mundo. O Liverpool perdeu o primeiro jogo para o poderoso Barcelona de Messi por 3×0. A missão da classificação no segundo jogo era impossível para muita gente. Mas aconteceu! Liverpool venceu por 4×0 e fez o inesperado. Na outra disputa, o Tottenham perdeu o primeiro jogo em casa por 1×0 para o Ajax. O time holandês é o que vem sendo mais elogiado por fãs e comentaristas pelo futebol rápido, intenso e habilidoso. A missão de virar o jogo também parecia muito improvável para o time inglês na segunda partida. Isso se tornou impossível para muitos quando, ainda no primeiro tempo, o Ajax fez 2×0. Mas o inesperado também aconteceu! O brasileiro Lucas Moura parecia predestinado ao fazer 3 gols (o famoso hat-trick) e garantir a classificação inédita do seu time para a final. Que momentos!

O legal disso tudo é que o futebol é completamente imprevisível. Vi comentaristas e amigos sendo surpreendidos em seus prognósticos. Quem já estava se preparando para uma final entre Barcelona e Ajax viu tudo desmoronar. Até quem cravou os finalistas e mandou printar teve que aguentar as brincadeiras. No futebol não há como cantar a vitória antes do tempo. O próprio Barcelona já tinha provado isso em 2017 naquele 6×1 inesquecível contra o PSG. Uma grande vitória no primeiro jogo não garante a classificação, mesmo que muitos de nós continuemos crendo que sim. Mas há uma realidade de “duas partidas” em que isso é diferente…

A Champions League de 2019 me ensinou que a única certeza que posso ter e vitória que posso esperar com convicção é o triunfo final de Cristo sobre o pecado e a morte.  Só em Jesus podemos dizer que a primeira grande vitória garante de uma vez por todas a segunda. Ao contrário do futebol, na obra redentora de Cristo não há espaço para o imprevisível e grandes viradas. Foi nisso que pensei hoje pela manhã! E também é digno de arrepios e emoção. Pense no “jogo de ida” de Jesus… Ao completar sua missão como Deus encarnado, ainda pendurado na cruz, ele disse: “está consumado” (Jo 19:30). Seu ministério de ensino, seu sofrimentos, sua morte e a posterior ressurreição garantiram a primeira grande vitória. Paulo nos falou sobre isso:

Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. (Cl 2:13-15)

Creio na obra da cruz não apenas como uma possibilidade de vitória final, mas a própria vitória em salvação já realizada. Como o craque Spurgeon disse: “Afirmamos que Cristo morreu para assegurar a salvação de uma tão grande quantidade de pessoas que ninguém é capaz de enumerar, pessoas que mediante a morte de Cristo não somente podem ser salvas, mas são salvas, têm de ser salvas; e não existe a possibilidade de, por meio de qualquer casualidade, elas serem outra coisa, exceto pessoas salvas”**. A primeira vitória no jogo de ida já garantiu a classificação escatológica final. E é a ressureição esse gol definitivo que não permite viradas!

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem. Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. (1 Co 15:20-24)

Pense agora no “jogo de volta” de Jesus. Ele não vem para disputar a vitória ou derrota. Ele não abriu uma vantagem e agora se defenderá para não perder o primeiro resultado. Cristo voltará para cumprir e sacramentar a vitória de uma vez por todas. Ele entrará em campo para erguer a taça e receber a glória. Jesus vencerá no final juntamente com sua igreja! Isso você pode cravar, pode esperar, pode printar sem medo de passar vergonha! A vitória é tão certa que ele já preparou lugar para estarmos com ele na comemoração (Jo 14:1-3). Como Sproul escreveu, não importa nossa posição escatológica, “no final, todos concordamos em uma coisa: Jesus vence”**.

Não sei quais partidas da vida você está jogando agora. Também não sei quais são as ligas e campeonatos da sua história. Mas creia nisso: Jesus venceu por nós! Nos jogos de ida e volta mais importantes do mundo, o primeiro já garantiu o segundo. Mantenha sua esperança sempre viva. Mantenha seus olhos no Jesus vitorioso. Aconteça o que acontecer com você, não haverá viradas inesperadas na sua vida eterna. Não estamos num jogo de Champions League. Estamos nas mãos de Deus de onde ninguém pode nos tirar (Jo 10:29). Somos alvos de um amor que nunca, por nada, será separado de nós (Rm 8:39). Se você anseia por uma certeza que descansa o coração, não procure em nada fora de Jesus. Ao contrário de Barcelona e Ajax você pode dormir tranquilo. A única vitória que podemos cantar antes do tempo é a vitória conquistada por Deus quando ainda nem havia tempo (Ef 1:4).

 

Pedro Pamplona é casado com Laryssa, pai do Davi e pastor na Igreja Batista Filadélfia, em Fortaleza. Estudante doSacrae Theologiae Magister (Th.M) em Teologia Sistemática do Instituto Aubrey Clark (Fortaleza/CE). |Instagram| |Twitter|

*http://www.josemarbessa.com/2009/05/expiacao-limitada.html

**http://ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/703/O_Fim_de_todas_as_Escatologias

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